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08/03/2017 12h15
SP: Confiança do consumidor atinge maior pontuação desde 2014

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo registrou alta de 11,3% ao passar de 102,2 pontos em janeiro para 113,8 pontos em fevereiro - maior pontuação registrada desde novembro de 2014, quando o ICC estava em 116,0 pontos. Na comparação com fevereiro de 2016, houve crescimento de 19,5%. A pesquisa é realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e a escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total).

Os dois quesitos que compõem o indicador registraram variações positivas na comparação com janeiro. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) avançou 9,3% ao passar de 68,2 em janeiro para 74,6 pontos em fevereiro - maior patamar desde maio de 2015. Em relação ao ano passado, o indicador apresentou alta de 12,1%. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), o outro componente do ICC, registrou alta de 12% ao passar de 125 em janeiro para 140 pontos em fevereiro e, no comparativo anual, a alta foi de 22,4%.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, as avaliações dos consumidores com o momento atual melhoraram bastante, assim como as expectativas para os meses seguintes. Evidências dos últimos anos apontam que uma melhora da confiança no mês em que os consumidores recebem o reajuste do salário mínimo é quase inevitável. Além disso, a Entidade aponta que a queda da inflação em janeiro mostra o quanto o índice é sensível a essa variável e isso gera, naturalmente, um maior otimismo também quanto ao futuro.

Em uma análise mais ampla, apesar do avanço do indicador na passagem de janeiro para fevereiro, a atual magnitude do ICC, segundo a Federação, demonstra o sentimento de baixo otimismo que o consumidor ainda se encontra mediante a atual situação socioeconômica do País. Apesar da desaceleração verificada nos preços dos insumos, fatores como desemprego crescente e o elevado comprometimento da renda com dívidas das famílias ainda devem manter essas oscilações entre altas e baixas do indicador.

Para a FecomercioSP, uma recuperação mais sustentável só acontecerá a partir da capacidade de reação mais consistente do lado real da economia, por meio de um avanço mais efetivo do poder de compra do consumidor.

(Fecomercio)