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26/02/2015 09h00
Atenção: Moto também deve evitar enchente

Nesta semana, principalmente na quarta-feira, 25, cenas que se repetem a cada forte tempestade em São Paulo foram vistas em vários pontos da capital paulista e da região metropolitana.

Importantes avenidas da cidade ficaram completamente alagadas. Além de muito congestionamento para quem trafegava próximos das marginais Tietê e Pinheiros, outras áreas ficaram bastante afetadas, entre elas as próximas ao Rio Tamanduateí e Córrego da Mooca.

Apesar dos inúmeros alertas por agentes de trânsito, muitos motoristas e motociclistas, para tentar fugir do temporal, acabam não se intimidando com as águas. Porém, toda essa valentia pode trazer péssimas consequências, principalmente para quem está sobre duas rodas. Veja alguns riscos e dicas de especialista em matéria publicada no verão passado no Portal UOL, mas que serve para os dias atuais.

OLHA O NÍVEL

Mecânicos aconselham o piloto a estar atento à altura da água ao atravessar uma enchente. Se passar do meio da roda, é preciso tomar cuidado. Isso porque as partes mais vulneráveis da motocicleta são a entrada de ar e a saída de escapamento.

MOTOR CONDENADO

O primeiro caso é o mais grave: caso a caixa do filtro de ar ou o duto de admissão estejam alojados na parte baixa da moto (como é na maioria dos scooters), é bom ficar longe das enchentes, pelo risco de sérios danos ao motor. Se a água for sugada para dentro da câmara de combustão, já era!

COM GÁS

Proteger o escapamento é mais simples: como num carro, deve-se usar uma marcha baixa (primeira ou segunda) e manter o giro do motor elevado. Dessa forma, o fluxo de gás expelido pelo escapamento é forte o suficiente para barrar a entrada de água no motor.

DESLIGADO

As motos mais altas, como as aventureiras, convivem melhor com as enchentes, mas há restrições. Se o nível de água estiver próximo ao cabeçote, ela pode atingir componentes elétricos como vela de ignição, bobina, modulo de injeção etc. Nos modelos mais modernos, o módulo de injeção é protegido, mas não vale a pena arriscar.

MAROLA

Além dos problemas mecânicos, ao cruzar enchentes o motociclista pode cair em buracos, bater nas guias, colidir com placas sinalização... Mas, se ainda assim o motociclista resolver encarar as águas, deve ficar atento às ondas provocadas por caminhões ou ônibus (que encaram melhor os alagamentos), que podem desequilibrar a moto e causar quedas.

(Com informações do Portal UOL – Foto: G1)